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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Microcefalia: O drama das mães que esperam o diagnóstico dos bebês

Foto: Camilla Costa | BBC Brasil

No sertão pernambucano, 11 mães enfrentam a espera pelo diagnóstico para saber se seus bebês realmente têm microcefalia.
Elas moram em Itapetim, a cerca de 400 km do Recife, e mesmo tendo sido notificadas no final do mês de novembro, terão que esperar até o dia 28 de dezembro para que seus bebês sejam examinados no Hospital Oswaldo Cruz, na capital, centro de referência para a investigação da má-formação.
Em todo o Estado, já são 920 notificações — 313 crianças têm o perímetro cefálico (medida da cabeça em sua parte maior) de 32 cm ou menos e se enquadram na definição de microcefalia da Organização Mundial de Saúde.
Para evitar que gestantes do interior tenham que continuar percorrendo longas distâncias para diagnosticar e fazer o acompanhamento médico de seus filhos, o governo de Pernambuco anunciou que tornaria outras cidades do interior capacitadas para atender as crianças com casos suspeitos e confirmados de microcefalia – Serra Talhada, Petrolina e Caruaru.
Tanto as mães como as autoridades locais têm mais dúvidas do que respostas sobre a má-formação e sua relação com o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Por causa de uma seca prolongada, a cidade não tem água nas torneiras há quase quatro anos. Em abril, chegou a ter o maior índice de infestação em Pernambuco.
O cenário — clima quente e bastante água parada — é propício para a reprodução do mosquito.

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